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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Biografia de Detonautas Roque Clube

A história do Detonautas Roque Clube se mistura com o com o início da febre da internet no Brasil, em 1997. Tico e Eduardo se conheciam apenas virtualmente: freqüentavam a mesma sala de bate-papo. Tico morava em Copacabana (RJ) e o mineiro Eduardo Simo administrava uma pousada em Ilhéus (Bahia).

Certo dia Tico apareceu na sala perguntando se alguém ali tocava algum instrumento. Eduardo respondeu e passou a ser conhecido por seu nick das salas de bate-papo: Tchello.

Começava aí a carreira do grupo. Após o encontro dos dois precursores no Rio de Janeiro, a banda passou por diversas formações, inclusive tendo vários integrantes também recrutados via internet. Com tal proximidade nesse tipo de mídia, nada mais natural que o nome da banda viesse a refletir o fato, e depois de algumas sugestões chegaram a Detonautas, junção de detonadores + internautas.

No início a banda refletia toda a sua irreverência em letras como Quero Voltar Para o Saco do Meu Pai, o que trazia grande identificação com o público adolescente e ajudou a popularizar a banda no underground carioca.

Graças à insistência principalmente de Tico Santa Cruz e à providencial ajuda de Gabriel Pensador, amigo de Tico, os Detonautas foram conseguindo seu espaço, primeiro nas rádios e depois amadurecendo na estrada, mesclando apresentações em locais de boa estrutura em outros nem tanto, mas que serviram para dar cancha e experiência. Depois de muita batalha, que incluiu a famosa peregrinação com a demo embaixo do braço, finalmente a chance: após muitas idas e vindas, a Warner Music do Brasil contratou a banda e remixou e lançou o CD, de cara um grande sucesso.

Com dois CDs lançados, Detonautas Roque Clube (2002) e Roque Marciano (2004), a banda foi marcada pela violência em 4 de junho de 2006, quando o guitarrista Rodrigo Netto foi assassinado num assalto no Rio de Janeiro. Apesar disso, a banda permanece firme e segue para o lançamento de um livro e do terceiro CD.

O Detonautas traz no currículo a abertura de shows para bandas de peso como Red Hot Chili Peppers e hoje conta com a seguinte formação: DJ Cleston nos scratchs e percurssão, Fábio Brasil na bateria, Tchello no baixo, Renato Rocha na guitarra e o incansável Tico Santa Cruz nos vocais.

O Dia Que Não TerminouComposição: Tico Santa Cruz

Me sinto tão estranho aqui
Que mal posso me mexer, irmão
No meio dessa confusão
Não consigo encontrar ninguém
Onde foi que você se meteu, então?

Tô tentando te encontrar,
Tô tentando me entender,
As coisas são assim

Meus olhos grandes de medo,
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão

Me sinto tão estranho aqui,
Diferente de você, irmão
A sua forma e distorção,
Não pareço com ninguém, sei lá
Pois eu sei que nós temos o mesmo destino, então 

Tô tentando me encontrar,
Tô tentando me entender,
Por que tá tudo assim?

Quem de nós vai insistir, e não
Se entregar sem resistir, então
Já não há mais pra onde ir
Se entregar a solidão e não

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Filha de pastores evangélicos, Lena teve seu primeiro contato com a música dentro de uma igreja.


Filha de pastores evangélicos, Lena teve seu primeiro contato com a música dentro de uma igreja.
A Banca, nova banda dos integrantes do Charlie Brown Jr., terá Bruno Graveto na bateria, Lena no baixo, Champignon nos vocais, Thiago Castanho e Marcão na guitarra.
A Banca, nova banda dos integrantes do Charlie Brown Jr., terá Bruno Graveto na bateria, Lena no baixo, Champignon nos vocais, Thiago Castanho e Marcão na guitarra.
Por Adriana de Barros, no UOL
Helena de Andrade Papini é o toque feminino na banda A Banca, formada pelos remanescentes do Charlie Brown Jr, após a morte do líder e vocalista Chorão no dia 6 de março. Lena, como é chamada, assume o posto de Champignon no baixo, que por sua vez, será a voz do novo grupo.
Filha de pastores evangélicos, Lena teve seu primeiro contato com a música dentro de uma igreja. “Comecei a tocar na igreja evangélica com meu irmão mais velho.  Só depois, com 17 anos, é que passei tocar nos bares”, contou ela ao UOL.
No repertório de sua antiga banda Mecanika, onde tocava há dez anos, já figuravam algumas canções do Charlie Brown Jr. “Eu já tocava ‘Tudo Que Ela Gosta de Escutar’ e outras, mas era uma banda de menina. A gente fazia versão rock and roll de Spice Girls, de Katy Perry. A formação era de três meninos e duas meninas”.
Na noite de Santos, no litoral paulista, ela conheceu o Charlie Brown Jr. e manteve amizade com Champignon e o guitarrista Marcão. “Eu estava trabalhando em São Paulo, em um escritório de arquitetura. Não imaginava [receber o convite]. Foi o Marcão que me ligou e falou da proposta. Pedi demissão do trabalho no dia 1º de abril”, lembrou.
Embora não esconda a ansiedade e o nervosismo no novo trabalho, ela garante que tem recebido apoio dos companheiros de banda –além de Champignon e Marcão, o guitarrista Thiago Castanho e o baterista Bruno Graveto.
Já com Chorão, o contato foi mais restrito. “Encontrei com ele algumas vezes. Acho que ele me viu tocar, mas infelizmente não tive a oportunidade de conviver com ele como convivi com os outros meninos da banda. Sempre achei um grande músico”, contou.
“Agora é uma ansiedade porque batalhei a vida toda para isso acontecer. Preparado a gente nunca está, né? Mas é uma responsa, e o Champ está me dando uma puta força”, explica.
Taurina do dia 29 de abril, Lena exaltou suas influências. “O Champ sempre foi uma referência para mim. Além dele, curto o Flea (Red Hot Chili Peppers). Também são influências Foo Fighters e No Doubt”.

terça-feira, 9 de abril de 2013

“Queixo-me às rosas, mas que bobagem! As rosas não falam!”

Por Vanda Fernandes Massa

A história desta canção é muito curiosa. Um dia Dona Zica, esposa de Cartola, recebeu de presente um ramalhete de rosas. Plantou no fundo de seu jardim e no dia seguinte ficou surpresa ao ver que muitas rosas já haviam desabrochadas. Chamou Cartola e perguntou para ele sobre o fato. O poeta respondeu que não sabia, afinal, as rosas não falam!


Após dizer isso, Cartola percebeu que poderia fazer uma letra e ficou com aquela frase na cabeça. Pegou seu violão e em poucos minutos a música já estava pronta.

Cartola, álbum de 1976
A história é engraçada, mas só se transformou em música porque aconteceu com um gênio chamado Cartola. Mesmo sem estudo, o compositor sempre teve um facilidade enorme para fazer canções de amor e sambas bastante realistas.
As rosas não falam é uma de suas maiores obras. Foi cantada por muitos cantores e já apareceu em três novelas. Tudo isso é uma prova de que as composições de Cartola são eternizadas. Talvez o samba não seja  tão forte como era na época dele, mas ninguém pode dizer que ele morreu.
A letra da canção não tem muito a ver com a história que inspirou o compositor. Na canção, 
um homem está desconsolado por não ter o amor de sua amada. Resolve queixar-se para as rosas, entretanto as queixas não adiantam em nada, afinal as rosas não falam.
Quem gosta de samba, poesia e romance não pode deixar de ouvir Cartola. Para ser ainda mais honesto, NINGUÉM pode deixar de ouvir Cartola.
As Rosas Não Falam (Cartola)

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim


Vejam o que este grande cantor e compositor fala sobre a cultura e a música, neste vídeo sobre esta música.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Jorge e Mateus uma Breve biografia



Depois de dois anos se apresentando em bares, festivais e casas de shows, a dupla Jorege & Mateus viram o sucesso chegat a galope no primeiro CD e DVD "Jorge & Mateus Ao Vivo em Goiânia". 

Logo que resolveram juntar as violas profissionalmente, jorge e mateus começaram a compor. Fiéis a tradição sertaneja goiana, a dupla também adicionou ao som influências mais contemporâneas. “ Escolhemos músicas da nossa raiz, com muita viola e sanfona caipiras, canções que sempre gostamos de escutar, além de novas influências como o axé e o forró”. Conta Mateus. “Apostamos em um som mais pop com variações de ritmos. Nosso publico é jovem entre 15 e 30 anos e não das duplas convencionais. Fazemos shows em muitas festas de colégio e universidades porque quem curte o nosso som tem uma cabeça mais aberta em termos musicais”. Completa Jorge.

Para mostrar a originalidade da dupla, o primeiro sucesso de trabalho – “Pode Chorar” na programação das principais rádios do país é um forró animado descoberto no Nordeste. “O Brasil é enorme e existe um mercado paralelo muito forte” conta Jorge. Eles também pinçaram do repertório do Bruno & Marrone “ Tem Nada A Ver” faixa que abre o CD e DVD ao vivo. Essa música eles gravaram há dez anos e passou despercebida, demos uma nova roupagem, mais animada e ficou com a nossa cara”.

Conhecidos pelo alto astral no shows, Jorge e Mateus são fãs assumidos do trabalho da antiga dupla João Paulo & Daniel. Do repertório deles selecionaram “ Te Cuida Coração e Ta Faltando Amor” , a última canção romântica que ouviam desde adolescentes. “ É uma canção composta pelo cantor Daniel, juntamente com Pinocchio, que já lançou muitas duplas, e é um profissional muito inteligente, tem a cabeça aberta musicalmente”.

As canções auditorias do álbum – cinco ao todo- foram composta por Jorge nos últimos dois anos. “ São letras autobiográficas, experiências que vivenciei. Agora já estou escrevendo mais sobre outros fatos e situações”. Eles preferem temas românticos com ritmo mais animado. “É uma mistura que dá certo. A turma se diverte no show e também pensa na mensagem”. É o caso de “ Querendo te Amar” preferida das meninas, uma declaração de amor em tom pop. Jorge porém não esquece das composições românticas, “ Castigo e Fogueira” sobre desencontros amorosos e “ De Tanto te Querer” um lamento saudoso por alguém que se foi vão ajudar os fãs a confortarem os corações machucados. Mateus também tem a canção “ Traz ela de Volta Pra Mim” de autoria própria além das canções “ Me leva” de Marcelo Dinelza e “ Te Amo Tanto que nem sei” de Priscila Barutchy.

Desde que lançaram os novos CD e DVD, Jorge e Mateus vem tocando não só nas universidades, mas nos principais festivais e eventos de músicas sertaneja, como o Caldas Country Fest, que levou cerca de 25 mil pessoas por dia à cidade de Caldas Novas em Goiás. Sucesso absoluto do inicio ao fim do show os garotos fincam cada vez mais as raízes na nova geração da música sertaneja. “ A melhor coisa é fazer o que se gosta. Quebrei barreiras na minha família entrando para o meio artístico, e hoje todos se orgulham de mim” comemora Jorge. ‘ Os pais não querem que os filhos passem necessidades em uma carreira difícil, mas nos agarramos à oportunidade, e graças a Deus tem dado certo. E agora eles se realizam com nossa felicidade”.

Apesar do futuro promissor nada de descanso. A dupla sente-se em um novo recomeço com este trabalho e o ingresso na Universal Music. “ É uma renovação, é uma carta que tiramos da manga” brinca. Sem mágicas eles emocionam fãs e encantam o público por onde passam. “ Agora só temos que trabalhar ainda mais para chegar aos quatro cantos do Brasil”. 

Confira aqui algumas músicas de sucesso desta dupla: 


Clique aqui e veja a letra da música Duas Metades de Jorge e Mateu




Clique aqui e veja a letra da Música Efeitos de Jorge e Mateus




Clique aqui e confira a Letra de Eu Quero só você de Jorge e Mateus
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