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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Todo dia é Dia das Mães!


Todo dia é Dia das Mães! Reservar apenas um dia é reduzir o sentimento de amor, afeto e respeito que deve ser dedicado diariamente a essas mulheres extraordinárias que Deus colocou em nossas vidas.

Todo dia é Dia das Mães!  Lembre daquela que diariamente se preocupa com você, ora por você, e, por mais velho que você fique, ela sempre olhará você como aquele neném que um dia foi tomado nos seus braços, amado, amamentado e acalentado. Diante dela todos permanecemos crianças.

Todo dia é Dia das Mães!  Há filhos que “vencem na vida”, tornam-se profissionais bem sucedidos, intelectuais respeitados, mas que esquecem, que tiveram o apoio de suas mães, algumas vezes mulheres simples, que sonharam com o futuro dos filhos e filhas, e são privadas de desfrutar da realização dos seus sonhos.

Todo dia é Dia das Mães! Apesar dos filhos e filhas que se tornam ausentes, delinqüentes, indiferentes, encarcerados, ingratos, desaparecidos... Mas, que sempre poderão voltar aos braços daquela que os ama incondicionalmente, apesar de...

Todo dia é Dia das Mães! Quando Deus se fez carne, abençoou uma jovem mulher, de nome Maria, com a maternidade, tornando-se o seu primogênito.

Louvo a Deus pela vida da minha mãe! Mulher de fé, corajosa e lutadora, e que ao ser avó torna-se mãe duas vezes. Ao homenageá-la, homenageio todas as mães que lutaram, e ainda lutam, para o bem dos seus filhos, e filhas, e pela família.

Louvo a Deus pela mãe dos meus filhos! O seu cuidado, amor e fibra, são exemplo de fé! Ao homenageá-la, homenageio todas as jovens mães que iniciam sua caminhada maternal, e nos fazem refletir sobre a sublimidade desta tarefa.

Louvo a Deus pelas mães da nossa Igreja, que amam não somente seus filhos biológicos, mas também os filhos espirituais, e todos quantos o Senhor acrescenta. As mães da nossa Igreja compõem a SAF, que diligentemente ocupam um lugar singular em nossa historia, e que esta semana celebrou mais um aniversário cumprindo sua missão de auxiliadoras.

Parabéns, Mães! Que Deus as abençoe e recompense.

Soli Deo Gloriæ!

(Publicado no Boletim Dominical da Igreja Presbiteriana Memorial, 12 Mai. 2013)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resumo do filme, “O que é isso Companheiro!


Por: Odemir Silva[1]

Atividade Acadêmica Apresentado por: Igor M. Carneiro, Cursando o 3º Ano do Ensino Médio na disciplina de Sociologia na Escola Estadual Maria Regina Demarchi Fanani.

 “O Que É Isso, Companheiro?", conta a história em 1964, quando um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para sequestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.

·          Situação Política na época:
A situação política da época era pesada e todos que se opunham ao
Regime do governo era torturado em porões.
Esse regime era conhecido como “Ditadura Militar”, que começou com o
Presidente João Goulart e se aprofundou com o conhecido Getulio Vargas.

·         Situação mais crítica da Ditadura:

Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.

Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para
presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.  

                        Evento, Local e Atores Sociais da época:
                                          Principais Pessoas:

·         Gal Medici;
·         Geisel;
·         Figueiredo;
·         Estudantes.
                                     Eventos:

·         As torturas;
·         Golpes econômicos;
·         Política rigorosa;
·         AI5.
                                    Local:
Ocorreu em Todo o Brasil, portanto mais acentuado no eixo RIO-SÃO PAULO.


[1] Docente das Disciplinas Sociologia e Filosofia

Lobão e João Barone lançam livros em que revisam a história do Brasil. Será que eles têm credenciais para isso?


Lobão e João Barone lançam livros em que revisam a história do Brasil. Será que eles têm credenciais para isso?
Luís Antônio Giron, na Época
Qualquer pessoa pode escreve o que quiser da forma que puder. Não me espanta que dois dos mais representativos músicos do rock brasileiro dos anos 80 estejam lançando livros. E que os livros tratem de momentos da história do Brasil. São eles João Barone, baterista da banda Paralamas do Sucesso, e o cantor e compositor Lobão. Barone lança 1942 – O Brasil e sua guerra quase desconhecida (Nova Fronteira, 288 páginas, R$ 35,90), um compêndio que conta a história e analisa a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Lobão envereda pelo ensaísmo cultural em Manifesto do nada na Terra do Nunca (Nova Fronteira, 248 páginas, R$ 39,90). Os dois chegaram à maturidade, estão com 50 anos, e agora podem tentar uma segunda carreira, ainda que tardia, na área cultural. Devem estar cansados de fazer as músicas de sempre. Conseguirão?
Minha dúvida é se Lobão e Barone possuem de fato credenciais para tratar dos respectivos assuntos a que se dedicam. Estarão eles cultural e intelectualmente preparados para isso? Entre os avatares do passado tropicalista, Caetano Veloso realizou o sonho de ser crítico cultural, lançou um ensaio importante – Verdade tropical – e ganhou um coluna semanal no jornal O Globo. Ora, virar intelectual é possível. Até mesmo os roqueiros coetâneos de Barone e Lobão já partiram para a literatura. É o caso de Tony Bellotto, que redige romances policiais de relativo êxito há mais de uma década. Bellotto tem pelo menos o consolo de ser um escritor péssimo, mas não pior do que sua atuação como integrante da banda Titãs. Contrariamente a Bellotto, Barone e Lobão são músicos de boa qualidade. O problema é que a comparação entre suas obras musicais e suas empreitadas analíticas pode ser desvantajosa para estas últimas.
Examinemos a obra “reflexiva” dos dois. Barone tornou-se fanático em Segunda Guerra Mundial por devoção ao tema e amor ao pai, que foi pracinha. Lobão dedica-se a praticar a difícil arte de polemizar a qualquer custo – e tem obtido sucesso em brigar com Deus e o mundo.
Barone revela-se dócil, domesticado. Ele se debruça sobre a participação dos pracinhas com interesse. Mas não se sai bem, já que não tira todas as consequências da pesquisa que realizou. Entre suas teses, a mais curiosa é a que afirma que cidadãos nascidos no Brasil lutaram dos dois lados da Guerra.. Mas ele não vai fundo. Em um tom de enciclopédia estudantil, passeia pelos fatos, arrola dados, apresenta caixas com informações pitorescas. E não sai disso. Conclui seu estudo afirmando que os pracinhas, “caboclos brasileiros”, foram bravos e deixaram boas lembranças entre a população do Sul da Itália. Uma conclusão sem graça. Sua obra é a de um louco louco pelo assunto. O livro poderia ter sido sobre a saga da bateria, o instrumento que Barone conhece como poucos. Talvez tivesse sido mais útil – e menos divertido para ele.
42110391Lobão merece atenção mais demorada pela pretensão e a destemperança que exibe. Adota o tom apocalíptico desde o prólogo versificado. O início parece promissor. Com a intenção de “mergulhar na alma do brasileiro”, define o Brasil como “pocilga” e manifesta o seu ódio à intelligentsia nacional. Em seguida, porém, descamba. Ao modo de um velho polemista à direita de Átila, o Huno – Olavo de Carvalho -, Lobão exala todo seu rancor para fenômenos como o da música popular brasleira dos anos 60 e 70. Diz ele que Gonzaguinha é, ao lado de Edu Lobo, “uma das figuras mais insuportáveis da nossa MPB. Talvez o ser mais emblematicamente MPBístico que já habitou este país, músicas politicamente engajadas, uma certa alteridade sexual e alguns sambões maníaco-depressivos. Música para se ouvir comendo linguiça com cachaça”. Os brasileiros não passam de “um bando de frouxos”.
A única coisa interessante produzida no Brasil, segundo Lobão, foi o modernismo, e, ainda assim, “terminou por se fixar como a doutrina dominante”. O ponto máximo do livor é o diálogo que ele trava com o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), por quem ele nutre “carinho e admiração”, a fim de entender por que ele foi banido e “por que a gente é assim”. O diálogo resultante só podia ser de surdos egocêntricos: Oswald vomita seus manifestos para Lobão revomitá-los com constatações do tipo: “você ficaria apavorado ao testemunhar a asfixia intelectual, cultural e ideológica, o ufanismo vagabundo, descabido e paralisante, a morte da complexidade, da vontade, da ousadia, da excelência, da memória em detrimento do simplório”. Em Lobão, não há análise, apenas erupções de ódio com o Brasil No final, Lobão convida Oswald para beber no centro de São Paulo. Assim, Lobão nos presenteia com mais uma manifestação de frouxidão intelectual. Ele tem punch, mas não argumentos. Lamento muito. Teria dado um ótimo polemista.
Ainda que Barone e Lobão pareçam ter preparo intelectual para qualquer tipo de reflexão, nem um nem outro se mostra intérprete confiável dos universos que aborda. Eles são a prova de que envelhecer não traz sabedoria nem prudência a ninguém. Em vez de oferecer uma interpretação sobre o passado brasileiro, apresentam não mais que preconceitos e esboços mal delineados de ideias ligeiras sobre os assuntos. Por isso, vale fazer uma última pergunta: por que editoras de grande porte estão lançando esses títulos, ao mesmo tempo que refugam obras fundamentais de história ou romances importantes?
A resposta é pueril: as editoras creem que a mera menção de nomes de ídolos do rock é capaz de vender livros. E pode ser que os livros da dupla vendam como sucessos do iTunes. É menos pelo conteúdo das obras do que pelo sucesso popular de seus autores. Ou seja, Lobão e Barone poderiam se dedicar tanto a publicar livros como a vender cebolas, ou tomates, com suas marcas. Fariam sucesso de qualquer maneira.
Barone e Lobão me surpreenderam, embora negativamente. Cada um à sua maneira, mostram fragilidade e falta de formação. O fato de ser famosos credenciou-os a publicar suas obras. No entanto, não possuem pré-requisitos mínimos para lançar ensaios estéticos e historiográficos nem para se arvorar em intérpretes do Brasil. Barone é um historiador ruim. Lobão prega no vazio, o que o desautoriza como o autor controverso que gostaria de ser. Os dois produziram textos amadores. Agiram como fãs – logo eles que têm tantos fãs e não precisam passar para o lado de lá e muito menos cometer pecadilhos literários. Não se trata de menosprezar um e outro, e sim de reclamar da leviandade dos editores. Para usar o chavão, o leitor é que perde – o leitor desavisado, bem entendido.
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