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quarta-feira, 24 de abril de 2013

“É só sertanejo, pagode. O Brasil emburreceu devido à monocultura”, diz Guilherme Arantes



Guilherme Arantes lança “Condição Humana (Sobre o Tempo)”, novo disco de inéditas após sete anos
Tiago Dias, no UOL Música
Um sentimento de estranhamento com o mundo. Essa foi a mola propulsora para “Condição Humana (Sobre o Tempo)”, álbum que marca a volta de Guilherme Arantes após sete anos sem um disco de inéditas. O cantor que imortalizou temas ecológicos (“Planeta Água”) e baladas românticas (“Cheia de Charme”) afirmou ao UOL que o Brasil vive hoje uma nociva “monocultura”.
“Existe esse cenário de balada em um país infantilizado como Brasil, um país que perdeu a profundidade. Agora é uma coisa rasa, é só festa. É só sertanejo, pagode. É só cana, laranja e boi. O Brasil emburreceu devido à monocultura”, disse.
O raciocínio do compositor se alongou em mais de uma hora de conversa, em que ele teorizou que a monotonia invadiu não só as paradas de sucesso, mas todo o país. Na parte cultural, no entanto, algo começou a mudar quando um grupo de “excluídos”, que antes consumiam o que “a TV aristocrata produzia”, passou a determinar o dial da rádio e o tema das novelas.
“Foi uma inserção no mercado de uma massa de excluídos. São goianos, são sertanejos, é o mundo da agromúsica. Houve essa inclusão das festas populares. Você tem a ascensão de uma classe média negra, que é quando surge o pagode; da classe média baiana, que dá no axé; de Goiânia com o sertanejo, e agora com o Pará”, explicou.
Mas, segundo ele, a inserção é natural. “O Brasil canta música brasileira, antes de mais nada. O que é criticável é o pragmatismo desse mundo globalizado. Nós temos regiões do país onde ninguém sabe quem é Milton Nascimento”.
"Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina"
“Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina”
Para escapar do desânimo que o assolou, Guilherme construiu –da concepção até a instalação dos cabos elétricos– o Coaxo do Sapo. Metade estúdio, metade pousada, é na Bahia onde Guilherme se retirou para “oxigenar ouvindo outras coisas”. “Mais do que minha carreira, estou estrategiando a música. Isso deu um gás pra fazer esse disco”.
Embora “Condição Humana” seja um disco para cima, com canções de amor e uma produção que resgata o pós-progressivo dos anos 1970, Guilherme se permite fazer uma análise social: “Faz-de-conta que eu não sei / Que o mundo está na mão / Da quadrilha de gravata / Que me assalta todo mês”, canta na nova “Moldura do Quadro Roubado”.
“Eu resolvi fazer um disco para colocar para fora essa visão de um mundo que me preocupa. Você liga a TV e só tem religião. Você vira canal e só tem igreja. O que é isso? Nosso dial é uma vergonha. Nossa televisão está alugada para pastor”.
“Sobre o Tempo”
Com o segundo título do disco, “Sobre o Tempo”, Guilherme revela um lado mais positivo e colaborativo nesse novo e estranho mundo. Venerado por artistas alternativos da dita nova MPB, o compositor abriu as portas para conversar com seus contemporâneos, e foi direto no convite: “Estava decidindo os coros para as músicas e pensei: podia juntar todo esse pessoal que diz gostar de mim”.
Deu certo. Mariana Aydar, Adriano Cintra, Kassin, Curumin, Bruna Caram, Thiago Petit, Tiê e Tulipa Ruiz, entre outros, cantam em “Onde Estava Você” e “O Que Se Leva”. Com Marcelo Jeneci, que também toca acordeão nesta última, Guilherme guarda um carinho especial: “A gente tem uma ligação que é um algo mais. Tem algo que me liga profundamente com ele.”
Com o frescor desses contatos, o compositor disse que enxerga uma esperança. “Esses jovens trazem de volta o piano, que é um instrumento aristocrático, é uma galera que está procurando uma música mais densa. É uma geração que está trazendo de volta a harmonia”.
Guilherme também se sentiu desafiado. “Todo mundo fala que o Jeneci é meu sucessor, que o Silva é minha extensão. Isso me deu a gana de dizer: ‘opa, não estou morto, não’. E isso é bom. Pela primeira vez, tenho concorrentes”, disse aos risos.
O cantor e compositor renega a ideia de que agora está sendo redescoberto –”estou sendo redescoberto há anos” –, e reafirma que sua verve melódica e romântica finalmente venceu uma batalha iniciada nos anos 1980, com o que ele chama de “música feita para homens”.
“Minha música surgiu, agradou do ponto de vista da mulher e desagradou aqueles homens de coturno, aquela coisa que parecia a juventude ‘hitlerista’. Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina”, comemorou com uma promessa para quem ainda tem restrições ao seu estilo: “Hoje até os roqueiros com uma pegada mais forte vão ouvir (o novo álbum) e achar um discaço.”

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Biografia de Detonautas Roque Clube

A história do Detonautas Roque Clube se mistura com o com o início da febre da internet no Brasil, em 1997. Tico e Eduardo se conheciam apenas virtualmente: freqüentavam a mesma sala de bate-papo. Tico morava em Copacabana (RJ) e o mineiro Eduardo Simo administrava uma pousada em Ilhéus (Bahia).

Certo dia Tico apareceu na sala perguntando se alguém ali tocava algum instrumento. Eduardo respondeu e passou a ser conhecido por seu nick das salas de bate-papo: Tchello.

Começava aí a carreira do grupo. Após o encontro dos dois precursores no Rio de Janeiro, a banda passou por diversas formações, inclusive tendo vários integrantes também recrutados via internet. Com tal proximidade nesse tipo de mídia, nada mais natural que o nome da banda viesse a refletir o fato, e depois de algumas sugestões chegaram a Detonautas, junção de detonadores + internautas.

No início a banda refletia toda a sua irreverência em letras como Quero Voltar Para o Saco do Meu Pai, o que trazia grande identificação com o público adolescente e ajudou a popularizar a banda no underground carioca.

Graças à insistência principalmente de Tico Santa Cruz e à providencial ajuda de Gabriel Pensador, amigo de Tico, os Detonautas foram conseguindo seu espaço, primeiro nas rádios e depois amadurecendo na estrada, mesclando apresentações em locais de boa estrutura em outros nem tanto, mas que serviram para dar cancha e experiência. Depois de muita batalha, que incluiu a famosa peregrinação com a demo embaixo do braço, finalmente a chance: após muitas idas e vindas, a Warner Music do Brasil contratou a banda e remixou e lançou o CD, de cara um grande sucesso.

Com dois CDs lançados, Detonautas Roque Clube (2002) e Roque Marciano (2004), a banda foi marcada pela violência em 4 de junho de 2006, quando o guitarrista Rodrigo Netto foi assassinado num assalto no Rio de Janeiro. Apesar disso, a banda permanece firme e segue para o lançamento de um livro e do terceiro CD.

O Detonautas traz no currículo a abertura de shows para bandas de peso como Red Hot Chili Peppers e hoje conta com a seguinte formação: DJ Cleston nos scratchs e percurssão, Fábio Brasil na bateria, Tchello no baixo, Renato Rocha na guitarra e o incansável Tico Santa Cruz nos vocais.

O Dia Que Não TerminouComposição: Tico Santa Cruz

Me sinto tão estranho aqui
Que mal posso me mexer, irmão
No meio dessa confusão
Não consigo encontrar ninguém
Onde foi que você se meteu, então?

Tô tentando te encontrar,
Tô tentando me entender,
As coisas são assim

Meus olhos grandes de medo,
Revelam a solução, a solução
Meu coração têm segredos
Que movem a solidão, a solidão

Me sinto tão estranho aqui,
Diferente de você, irmão
A sua forma e distorção,
Não pareço com ninguém, sei lá
Pois eu sei que nós temos o mesmo destino, então 

Tô tentando me encontrar,
Tô tentando me entender,
Por que tá tudo assim?

Quem de nós vai insistir, e não
Se entregar sem resistir, então
Já não há mais pra onde ir
Se entregar a solidão e não

Oficina do Dia 12 de abril


No dia 12 de Abril de 2013 Eu ( Cida) , Odemir , André, Suzette e Ester , estivemos na Vila São Pedro realizando mais uma oficina do projeto . Combinamos de nos encontrar lá um pouco antes das 10:00 para que dessemos inicio exatamente no horário definido para que terminassemos exatamente as 12:00 horas . Como agenda passada anteriormente ontem realizariamos a primeira oficina de Movie Maker que seria apresentada por nosso colega Jorge , que por motivo de força maior não pode estar presente , a qual foi enviado um email as todos os integrantes do grupo justificando  sua ausência .Nossa colega Rose Stevanatto também não pode estar presente .


O jorge iria fazer uma apresentação a oficina de Movie Maker , mas devido a este ocorrido não foi possivél , ficando acertado então que a Cida faria apresentação do ''Grêmio Estudantil'' e logo em seguida o André daria continuidade a sua Oficina sobre Jornal que conforme acertado anteriormente por se tratar de um assunto extenso para melhor aproveitamento seria dividido em partes e em cada oficina será apresentado uma parte  em cada oficina   .

Mas devido a um atraso que ocorreu devido a indisponibilidade de sala para a apresentação não conseguimos iniciar a apresentação as 10:00 e por este motivo não foi possivel a apresentação da oficina Sobre " Grêmio Estudantil " . 


Então optamos por fazer a continuação da oficina do André sobre jornal e também foi feita por nossa colega Ester a  análise Sociologica da Musica '' O dia que não terminou - Detonautas , que foi escolhida por um dos alunos .

A oficina foi muito proveitosa pois nosso colega André Apresentou mais uma parte de sua oficina com muita maestria , com entendimento no assunto tratado e foi possivél notar o interesse dos alunos e participação durante a oficina .


Nossa colega Ester também conseguiu a participação dos alunos durante a análise Sociologia  da musica .


As oficimas terminaram no horário previsto , todos saimos com muitas expectativas para as proximas que já estão determinadas as datas ... passarei em seguida nossa agenda até a ultima oficina .


Beijos a todos !!!
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